viernes 31 de julio de 2009

Segurança em farmacoterapia: o caso recente no Hospital de Santa Maria

Tem sido amplamente discutida, nos meios de comunicação social portugueses, uma polémica intervenção terapêutica que alegadamente resultou na perda de visão em seis doentes do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Recordemos os factos:


Correia da Cunha (director clínico do Centro Hospitalar Lisboa Norte), em comunicado, afirmou recentemente que a 17 de Julho foram “observados e submetidos a tratamento doze doentes com degeneração macular associada à idade”, no serviço de Oftalmologia do Hospita de Santa Maria. Acrescentou ainda que “a seis doentes com a patologia referida foi administrado bevacizumab, tendo estes desenvolvido um quadro de endoftalmite que obrigou ao seu internamento”.

No seguimento da ocorrência, que se traduziu em perda de visão nos seis pacientes, foi “desencadeado de imediato o processo de notificação do evento”, através do Sistema Nacional de Farmacovigilância, ao INFARMED, que procedeu à recolha e análise laboratorial de amostras do medicamento administrado. A direcção clínica do hospital deu igualmente início a procedimentos internos “com vista ao apuramento integral dos factos que determinaram esta ocorrência”. À Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) foi também pedida uma investigação externa e independente: o inquérito foi entretanto aberto e tem “prioridade máxima”.

Segundo informação divulgada pelo Diário de Notícias, o Avastin®, nome comercial com o qual a multinacional Roche comercializa o fármaco bevacizumab em Portugal, fora já associado, em 2008, a 361 reacções adversas em tratamentos oftalmológicos no Canadá. A revista Sábado acrescenta que, no seguimento destas ocorrências, o laboratório Roche terá enviado uma carta, em Novembro de 2008, “a todos os directores de serviços farmacêuticos e directores de serviços de oftalmologia das unidades de saúde” alertando: “A Roche não estudou nem procurou obter autorização para o uso de Avastin® em contexto oftalmológico. (…) A utilização de Avastin® no contexto oftalmológico não foi autorizada por qualquer autoridade de saúde mundial”.

Recorde-se que, em Portugal, o Avastin® tem utilização terapêutica aprovada apenas na área oncológica, em associação com outros agentes como fluoropirimidinas, paclitaxel, platinos ou interferão alfa-2a.

O Hospital de Santa Maria admite ter tido conhecimento do alerta emitido pelo laboratório mas entendeu continuar a utilizar o Avastin® em tratamentos oftalmológicos, explicando, em comunicado: “A descrição clínica dos acontecimentos referidos [notificações de reacções adversas ao medicamento no Canadá] não indiciou gravidade suficiente para impor a suspensão da utilização do fármaco. (…) Não obstante ser conhecida a não aprovação formal da utilização do fármaco bevacizumab por injecção intra-vítrea, tem-se verificado em todo o mundo o seu emprego generalizado em contexto «off-label» em Oftalmologia (…). (…) até ao momento, não existe nenhum outro fármaco com aprovação para tratamento de situações clínicas de grande gravidade como aquelas em que o produto é utilizado e onde este tem provado grande eficácia, com baixa taxa de incidência de acções adversas”.

Da mesma opinião não parece ter sido o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) que, em Outubro de 2008, substituíu o Avastin® pelo Lucentis® (nome comercial da especialidade farmacêutica contendo a substância activa ranibizumab). Maria João Pais, directora clínica do CHLO, esclareceu: “embora sendo produtos similares, o Avastin® não estava aprovado pelo INFARMED para uso oftálmico, pelo que se passou a usar o Lucentis® quando este fármaco foi aprovado para tal fim”. Trata-se do “único medicamento similar aprovado pelo INFARMED para uso oftalmológico”. Maria João Pais confirmou a recepção do aviso do laboratório Roche, “quando já tinha suspendido a utilização do Avastin® (…), a pedido do serviço de Oftalmologia” e informou ainda que “por regra, só são prescritos no CHLO terapêuticas aprovadas pelo INFARMED”. Como medida preventiva, também o Hospital de S. João decidiu entretanto suspender a utilização do bevacizumab, “até se apurar o que se passou no Hospital de Santa Maria”. Por seu lado, o INFARMED salientou que “não existem indícios de suspeita de defeito de qualidade com o referido medicamento, pelo que não há motivos para a sua suspensão de comercialização ou retirada do mercado, quando utilizado nas indicações terapêuticas aprovadas aquando da sua Autorização de Introdução no Mercado (AIM)”.

As conclusões preliminares dos exames realizados aos doentes pelo Hospital de Santa Maria parecem indicar que “não há infecção, nem por bactérias nem por fungos, mas antes um elemento tóxico”. O INFARMED revelou todavia que os lotes de Avastin® examinados “não apresentam défice de qualidade”. Aguarda-se para hoje (ou 2ª feira) a divulgação do relatório final da IGAS e do INFARMED. A hipótese de o tratamento não ter sido feito com Avastin® parece cada vez mais provável. O Ministério Público, através do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, abriu entretanto um inquérito-crime uma vez que podem “estar em causa crimes de erro em intervenções e tratamentos médicos e/ou crimes de corrupção de substâncias médicas”. O inquérito-crime visa “o apuramento de existência de crime, importando, em caso afirmativo, apurar quais os seus autores ou responsáveis médicos”. A ministra aguarda as conclusões dos inquéritos que estão a decorrer e admite que, após serem conhecidas, a tutela tomará as medidas que venham a revelar-se necessárias.

Três dos doentes apresentam melhorias na respectiva situação clínica. Os doentes estão a ser acompanhados no Hospital de Santa Maria e deverão continuar a ser tratados em Portugal. O pagamento de eventuais indemnizações deverá ficar a cargo do hospital.

Parece-me que o essencial dos factos terá sido aqui devidamente resumido. Do exposto, duas questões sobressaem: 1) a provável ocorrência de um erro com consequências gravíssimas para a saúde destes seis indivíduos, a confirmar pelo relatório final das instituições competentes, e as medidas que serão adoptadas em sua consequência; 2) a questão da aparente vulgarização da utilização de terapêuticas «off-label» que, sendo úteis em muitos casos e não aparentando relação causal com os eventos descritos, deveriam, segundo o espírito da lei e as recomendações clínicas em vigor, ser reservadas para situações de excepção, em que não existissem terapêuticas alternativas com a indicação terapêutica em questão aprovada, até que fosse feita prova robusta (ensaio clínico aleatorizado, com ocultação…) da respectiva relação risco-benefício nesta situação clínica.

Aguardemos pois serenamente a divulgação do relatório final e voltaremos então a estas questões…

Ver Vídeo

La importancia del mensaje

Corto ganador del festival de cortos auspiciado por Cannes (Short Film Corner) el año pasado, dirigido por el mexicano Alonso Álvarez Barreda. (más info)



Dicen que se plagió de este otro sketch, participante en el notodofilmfest, aunque no está claro...



En cualquier caso, lo mismo dicho de manera diferente puede tener efectos contrarios. Cosas del marketing. A ver si aprendemos...


(Videos facilitados por los miembros del Grupo Comunicación y Salud de Galicia, gracias al mailing del incombustible Rafa Gracia)

jueves 30 de julio de 2009

Historias de fonendoscopio. Montevideo.

En aquella época lo que yo más quería en la vida era viajar a Montevideo y tomar el trece que te lleva a Pocitos o el veintisiete a la playa. Cerraba los ojos y soñaba que era psiquiatra, nefrólogo, cirujano mayor o mejor, sí, tal vez lo mejor, cardiólogo y entonces todas las preocupaciones médicas, que día y noche me afligen y arponean mi ánimo, se concentraban en ese kilo y medio de músculo y tensos tendones. Sentados frente a mí, los pacientes encima de la mesa agarraban con sus manos mis manos y decían ay, doctorcito, deme usted algo para el dolor de la vida, algo que me alivie, algo que me duerma, algo para que mi marido vuelva a quererme. Yo retiraba de súbito las manos asustado y sudoroso respondía pero qué dice, tarado, a mí qué me dice si yo soy cardiólogo y nada sé de la vida más allá de una sístole y las dos diástoles que la preceden y siguen, más allá del primer ruido, segundo ruido, tic, tac, tic, tac, un ritmo de galope, quizás dos antiarrítmicos del grupo uno ce. Y pensaba qué fácil sería descuartizar el cuerpo humano en cuadriles del mismo peso o similar y entregar a cada cual el que quisiera y no tener, así, un pensamiento holístico, humanístico, místico, simple o complicado según por donde empiece uno a explorar, por arriba o por abajo. Y al fin, sin más, repuesto de la impresión desagradable y recuperada mi cardiológica dignidad, apoyaba la espalda en la silla y contestaba pero usted quién coño se cree que es, desgraciado, esto es un malentendido, lárguese de aquí que yo, memo, soy un especialista y, dos veces al año, viajo a Montevideo, ¿conoce usted el barrio de Pocitos?, donde en las noches de verano la cruz del sur cimbrea el horizonte y su visión, más que otra cosa en el mundo, me calma. Memeces, de verdad, esto es inaudito, insólito, desde que he llegado no he escuchado más que memeces.

miércoles 29 de julio de 2009

Fruta mejor que yogur (por muy densia o activia que sean...)


Acostumbrados como estamos a tanto anuncio de yogures milagrosos en donde famosos nos dicen que cagan muy bien con Activia o que pegan saltitos con Densia, o importantes señores con bata blanca o periodistas y madres nos dicen lo bueno que es para todo comer yogures, quiero reivindicar a la fruta.

La dieta mediterranea que tanto se pregona y tan poco se practica se caracteriza, entre otras cosas, por el consumo de frutas, lamentablemente la fruta no tiene detrás a grandes compañías que pueden invertir mucho dinero en publicidad, sino a un puñado de agricultores y cooperativas que venden su producto a x € y ven como, esa misma fruta, se vende en el mercado 10 veces más cara. Además los anuncios que se suelen hacer para fomentar el consumo de fruta, generalmente, son testimoniales y patrocinados por las administraciones publicas.
Estamos sustituyendo la tradicional fruta en el postre por algún postre lácteo, con todas las desventajas que eso tiene. Comer fruta es bueno, es obvio, por eso tenemos que recordarlo mucho, para que la amnesia del márketing y del dinero no nos haga olvidarlo.

martes 28 de julio de 2009

Musica en martes: E. S. T.

Conocí este grupo porque eran teloneros de Path Metheny en un festival de jazz en Vitoria al que me escapé en vacaciones siendo recién R3. Como suele pasar, al final te quedas con los teloneros y el artista principal te defrauda. Desde entonces son uno de mis favoritos en jazz contemporáneo. Y el año pasado descubro, además, que mi afición es compartida por compañeros y amigos, como Vicente Baos. Lástima que el pianista principal, Esbjörn Svensson, muriera el año pasado. Menos mal que antes de morir nos dejó un estupendo album al que pertenece este tema.
Por cierto, he pasado la sección personal de música favorita al martes (ni te cases ni te embarques).

LEUCOCYTE

Fármaco del mes: Hipotecal 045 para las quemaduras de la crisis

A veces a uno se le acaban las ideas y recurre a los amigos que rápidamente tienen la solución. No sabía cuál de los maravillosos productos que el mercado ofrece podría ser fiel ganador de nuestro segundo premio mensual más preciado tras el del Empleado del mes, y va Fernando Comas y nos regala con esta maravilla.
Ya sabéis: no hay nada mejor que esta pomada para las quemaduras...

(Imagen extraída de la web del Banco Pastor)

lunes 27 de julio de 2009

Gasto farmacéutico Junio 09, Pasatiempo


Crecemos un 7.20% respecto al mismo mes del año pasado, y un 5.19% interanual. Estimamos que la tasa de crecimiento medio anual del PIB prevista para 2009 sea del -3,8%, de lo cual podemos deducir lo siguiente:
  • Por mucha crisis que tengamos el gasto en medicamentos nunca baja.
  • La crisis va por barrios, no parece que la industria de la enfermedad lo esté pasando mal.
  • Los principales beneficiados de este 7.20% son los laboratorios farmacéuticos y las oficinas de farmacia.
  • Tirando por lo bajo, de esos 1050 millones de € un 25% va como beneficio a las oficinas de farmacia más o menos 260 millones de €.
  • Evidentemente esos 260 millones de € se reparten segun ventas quien más vende más gana, no es lo mismo la farmacia del Ldo. Pedro Capilla Calle Sanchez Preciados 21, 28039 Madrid, que la del Ldo Francisco Javier Guerrero, el Madroño, Sevilla (347 habitantes).
  • Si esos 260 millones de € se repartiesen teniendo en cuenta otros criterios, por ejemplo, los servicios que se prestan, seguro que Francisco Javier tendría más ingresos y Pedro algunos menos.
Ahora traten de responder a las siguientes preguntas de lógica elemental:
  1. ¿Quién cree usted que estaría en contra de que a las farmacias se les pague por los servicios que prestan?
  2. ¿Qué argumentos cree que utilizaría para seguir defendiendo este modelo de retribución?
  3. ¿Qué clase de políticos cree que tenemos, cuando siguen manteniendo un modelo antiguo, injusto, cutre y caro?
  4. Pasatiempo: Buscar la palabra farmacéutico/a, esposa/o y político, en las siguientes noticias:
pos eso...

IV Encuentro Comunitario Margen Derecha del Guadiana


Rafa Cofiño nos envía un email sobre la memoria del IV Encuentro Comunitario Margen Derecha del Guadiana – Badajoz “Del Diagnóstico al Plan Comunitario”. El proyecto margen derecha del Guadiana se lleva realizando en Badajoz desde el año 2006, ha contado con la participación entre otros de Marco Marchioni y tiene en Ignacio Maynar Coordinador del EAP del Progreso (Badajoz) a uno de sus principales baluartes.
Nos alegra mucho ver como el trabajo callado va dando sus frutos, felicidades a todos los que trabajan en ese ilusionante proyecto, también tienen un blog que hacemos nuestro.

domingo 26 de julio de 2009

De las cosas de parir a las cosas de la edad


Hace 1 mes ya que por fin trabajo de forma continuada y estable. Lo noto porque estos días de repente todos me preguntan cuándo quiero las vacaciones. Eeeeeeeeh... ¿vacaciones? ¿Te refieres a que cuándo no voy a venir a trabajar y se me va a seguir pagando? Uy... no sé, más adelante, ahora lo que quiero es trabajar!

Pues eso, que me podéis encontrar en una residencia sociosanitaria trabajando con personas (repito, PERSONAS) con una media de edad aproximada de 86 años, mil achaques, polifarmacia asegurada y toda una vida que contar (ya se sabe, las batallas del abuelo en sentido literal). Incido en lo de personas porque a veces me da la sensación que perdemos los respetos y que como son ancianos, como algunos tienen deterioro cognitivo, como están institucionalizados, como en muchos casos son incontinentes y/o dependientes para las actividades más básicas de la vida diaria, como tienen sus manías, como a veces se enfadan y otras veces se ríen sin ton ni son... como tantas cosas de la salud y de la edad, los tratamos como niños, como tontos o peor aún (y que nadie se ofenda), como muebles inanimados sobre los que tenemos la potestad de actuar y decidir sin siquiera contar mínimamente con ellos o sus familias.

Soy médico de familia por vocación. Y me siento muy agusto, feliz, en un lugar donde ser médico significa poder estar con personas que son como una familia. Ser médico significa compartir los distintos momentos del día a día. Ser médico significa acompañar el proceso de recordar la vida para no perderse en este mundo de locura. Ser médico significa sonreir y escuchar y olvidarse un poco bastante de las pastillas, las técnicas superespecializadas y los controles estrictos de la patología crónica. Ser médico significa ser persona junto a otras personas.
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sábado 25 de julio de 2009

Millenium y el verano en el Servicio Extremeño de Salud (SES).


Erika Meger apretó los dientes y, lentamente, dejó en la mesa el texto. Se quedó mirándolo un minuto y frunció los labios. Eran las tres y media del Jueves. Llevaba algo menos de 2 años trabajando de redactora jefe. Cogió el teléfono y llamó al jefe de noticias Anders Damls.
-Hola soy Meger ¿Puedes venir a mi despacho inmediatamente?
Colgó y esperó pacientemente hasta que Damls entró con paso tranquilo y despreocupado. Erika consulto su reloj.
- Treintaitrés- dijo.
- ¿Qué?- Preguntó Damls.
- Treintaitrés minutos. Has tardado treintaitrés minutos en levantarte de la mesa y arrastrar tus pies hasta aquí.
- No me has dicho que fuera urgente. Estoy bastante ocupado.
- No te he dicho que no fuera urgente. Te he dicho que vinieras a mi despacho inmediatamente, y cuando yo digo inmediatamente es inmediatamante, no esta noche ni la próxima semana ni cuando a ti te plazca levantar el culo de la silla.
- Oye, me parece que...
- Cierra la puerta.
Erika esperó hasta que Anders Damls hubo cerrado la puerta. Lo examinó en silencio. Sin duda era un jefe de noticias muy competente, llevaba más de 20 años dirigiendo algún que otro departamento dentro del grupo. Anders Damls tenía entre sus manos una tremenda cantidad de tareas con las cuales hacía malabarismos sin que ninguna de ellas se cayera.
El problema de Anders Damls era que ignoraba sistemáticamente las decisiones tomadas por Erika Meger. Durante esos meses había tratado de encontrar la fórmula de colaborar con él: había razonado amablemente, había probado a darle órdenes directas, lo había animado a que se replanteara las cosas por el mismo. Lo había intentado todo para que él entendiera cómo quería ella que fuera el periódico.
Sin ningún resultado.
- Meger, no me gusta tu tono.
- ¡Qué bien! Porque, para tu información, te diré que a mi no me gusta ni tu tono ni tus excusas ni tus mentiras.
- Me da la sensación de que piensas que estoy maquinando alguna conspiración contra ti.
- Sigues sin contestar a mi pregunta ¿cómo es posible que uno de nuestros reporteros se haya pasado todo el día trabajando sobre Salander sin que yo esté al corriente?
- Anders Damls suspiró y dejó ver un rostro atormentado.
- De acuerdo - Dijo Erika Meger- Me expresaré con más claridad; no tengo la intención de estar discutiendo continuamente contigo. A ver si entiendes este mensaje: si se repite una vez más, te destituiré del puesto de jefe de noticias. Será muy sonado y se armará un revuelo de mil demonios, pero luego se calmará y tu acabarás volviendo al departamento de fotografía del que nunca tendrías que haber salido. No quiero tener un jefe de noticias en el que no confío, que no está dispuesto a colaborar y que, además, se dedica a minar mis decisiones. ¿lo has entendido?
- Anders Damls hizo un gesto con las manos que insinuaba que las amenazas de Erika Meger eran absurdas.
- Crees realmente que vas a salirte con la tuya...Si este periódico sale cada día es porque yo y otras piezas indispensables de esta máquina nos matamos trabajando. La junta directiva va a...
- La junta directiva hará lo que yo diga. Estoy aquí para refescar al periódico. Puedo desacerme de la carroña y reclutar sangre nueva de fuera si así lo deseo. Y te voy a decir una cosa Damls: Cuantos más días pasan más carroña me pareces.
Erika se calló. Su mirada se cruzó con la de Anders Damls. Parecía furioso.
- Eso es todo -dijo Erika Meger- Te sugiero que reflexiones sobre todo lo que acabo de decirte.
- No pienso...
- Tú verás. eso es todo ahora vete.
Se dio media vuelta y salió del despacho. Esa misma noche y, tras hablar con el presidente de la junta directiva, fue cesado fulminantemente, al día siguiente la noticia se publicó como una escueta noticia en las páginas interiores del periódico.

"Anders Damls, jefe de noticias del SMP, fue cesado anoche por la redactora jefe del periódico, Erika Meger. Desde la Junta directiva del grupo se ha argumentado que el cese se realiza con normalidad, buscando refrescar la gestión del SMP que debe hacerse de vez en cuando en todos los ámbitos de la redacción. No se descartan más cambios en las próximas semanas en otros Departamentos. Al parecer, y basándose en la buena gestión realizada por Damls en este servicio, se le ofreció seguir vinculado al Grupo haciéndose cargo de la dirección del departamento de internacional, recientemente dejada por Dijgör Gancaj. Sin embargo, Anders Damls habría rechazado la oferta, prefiriendo regresar a la plaza de fotógrafo que posee en el departamento de audiovisuales del periódico."

Adaptación libre de un pasasaje de Millenium 3 La reina en el palacio de las corrientes de aire de Stieg Larsson. (Cualquier parecido con la realidad del Servicio Extremeño de Salud es pura coincidencia)

viernes 24 de julio de 2009

Master del Universo en Climaterio

Estamos acostumbrados a que sea en una parte nada despeciable la Industria Farmacéutica, en connivencia con la administración y con los profesionales sanitarios, los que organicen y financien nuestra formación.


Lo hacen de muy diversas maneras. En la mayoría de ellas, conocemos directa o indirectamente cómo es la participación de la compañía farmacéutica, de manera que la transparencia nos permite sumarnos o no a la actividad en función de nuestras propias escalas de valores y escrúpulos.


Sin embargo, a veces no está clara la participación de la industria, porque no es explícita. Aunque sabes que está ahí, porque por lo demás no se entiende casi que se pongan en marcha actividades como esta:

Claramente hay financiación por laboratorios "comprometidos en la formación continuada" a través de una curiosa modalidad: los "cheques-máster". ¿Pero qué laboratorios?


Por supuesto, siempre está la posibilidad de hacer el máster sin recurrir a los cheques.


De los contenidos del máster, sin entrar en detalles, sí que nos gustaría destacar la importancia de unos capítulos en el que los expertos nos aclararán los "Malentendidos o errores en Enfermedad Cardiovascular" y los "Malentendidos o errores en Osteoporosis", y nos aleccionarán sobre "Disfunciones sexuales femenina y tratamiento".


¡Qué sería la vida sin estos imprescindibles másters del universo!

PD: En un reciente artículo editorial publicado en Atención Primaria, los chicos del PAPPS nos recuerdan que fue la Asociación Española de Estudios para la Menopausia, curiosamente, junto con la Sociedad Española de Ginecología y Obstetricia, la que el verano pasado nos sorprendiera con una nota de prensa en la que nos intentan convencer de que la Terapia Hormonal tiene un efecto favorable a nivel cardiovascular y metabólico si es administrada hasta los 60 años, en mujeres sin patología previa, a pesar de que varios estudios, como se analiza en el citado editorial, apuntan a lo contrario. Nosotros, como los amigos del PAPPS, nos preguntamos también porqué. ¿Casualidad?

(Imagen extraída de "El blog de Berni").

Hospital cerrado por vacaciones

Un honesto residente me llama hace un par de días para contarme: los colaboradores docentes de un servicio por el que estaba rotando se habían marchado de vacaciones y se había ido a la consulta de un compañero de éstos. Tenía sólo 5 pacientes citados y a las 10.30 de la mañana ya habían acabado. "Si quieres vete a casa, ya no tenemos nada más que hacer en este día".
"¿Cómo?"
"Pues lo que oyes. Te llamaba por si te parecía que hiciéramos algún cambio".
¡Cómo no, por favor!
Contacto con el responsable de otro servicio con la idea de adelantarle la siguiente rotación y me contestan que no hay problema, "pero la siguiente quincena se ha cerrado la consulta porque nos vamos 2 de vacaciones y se queda sólo X para la planta y para las contingencias".
Así es la vida. Luego decimos de las listas de espera...

jueves 23 de julio de 2009

Historias de fonendoscopio. Germán y Zenker

Esta es la historia de Germán Menéndez Alegría quien, a la edad de 78 años, se presentó una tarde colgada de la primavera, en el hospital más grande del mundo, tanto en tamaño como en errores médicos. Los súbditos que le acompañaban echaron abajo la puerta de la consulta y, sin presentarse ni saludar siquiera, dijo llevo tres días sin poder llevarme ni un mendrugo de pan al estómago. La comida de pobre ahora y la de rico antes se me atora en la garganta.

¿Cuáles son sus pecados, señor? Contestó el médico, asustado.

Me arrancaron, sin anestesia, dijo vanidoso, mientras los ojos se le llenaban de electricidad, una úlcera del estómago y, hasta hace una hora, fumaba y bebía sin control.

Túmbese en la camilla y le exploraré.

Jamás me acuesto en presencia de un hombre, espetó.

Está bien, de pie puedo ver que le falta agua. ¿Tiene sed?

Sí, sed de alcohol, pero no puedo tragar, ya se lo dije.

Muéstreme su sangre.

El médico colocó a Germán frente a la ventana, meditó durante unos segundos y sentenció no encuentro su albúmina.

Germán esperó de pie, paciente, una semana. Los médicos batallaron con él pero ninguno consiguió vencerlo: ni el que le fotografió el corazón, ni el que le violó la boca con un tubo de ojos, ni el que le mandó tragar una papilla de luciérnagas recién nacidas.

Tras esto, el médico que le atendiera cuando ingresó, regresó a su presencia y, con humildad alegre, respondió ya sé que le pasa, Germán. Tiene usted un divertículo de Zenker en el esófago.

Germán montó en cólera y derribó al médico de un soplido. Mientras le pisaba la tráquea con la suela de sus botas montañesas, contestó Germán Menéndez Alegría jamás robó nada a nadie.

La enfermera consiguió ponerle una inyección de sentido común y, deprisa y corriendo, antes de que volviera a perderlo, los médicos abrieron el cuello de Germán y recuperaron el divertículo que le impedía tragar.

Y de esto hace ya más de doscientos años.

miércoles 22 de julio de 2009

Nuevo yogur contra la eyaculación precoz (densia + priligy)


A la vista de los nuevos y esperanzadores lanzamientos mundiales para salvar a la humanidad, nuestro magnífico yogur antiosteoporosis Densia, y el medicamento antieyaculación (precoz) Priligy, para aumentar el campo de mercado y para hacerles la vida más fácil a todos aquellos hombres y mujeres que tienen los huesos sin calcio y las eyaculaciones sin tiempo, me atrevo a proponer y propongo a los responsables de Danone y de Jansenn-Cilang:

Que nos hagan un yogur enriquecido con priligy (dapoxetina), con calcio con vitamina D y, si Pfizer se deja, con Viagra (sildenafilo) el nombre podría ser algo como TONTIA o TONTIMEL. Las ventajas serían claras, no es lo mismo tomar una pastilla que un yogur, sería un "todo en uno", el ejercicio es bueno para los huesos y ¿qué mejor manera de hacer ejercicio?, además esto, evidentemente, necesitaría una serie de publireportajes para los que, propongo que hablen con Ana Rosa, Susana Griso o Saber vivir y, si el presupuesto les deja, un anuncio en la tele con Pelé anunciando TONTIA o TONTIMEL sería un estupendo impulso para las ventas del yogur. En cuanto a los profesionales sanitarios, seguro que una pequeña campañita dirigida a médicos y farmacéuticos y enfermeros sería suficiente para que se empezase a recomendar profusamente en todas las consultas sanitarias.

martes 21 de julio de 2009

¿Resolutividad en AP para reducir listas de espera hospitalaria?

Esto es lo que dijo, al parecer, el Sr. Truan (que no truhán), consejero de Sanidad del Gobierno de Cantabria, en unas declaraciones recientes en DM:


El Servicio Cántabro de Salud (SCS) está efectuando cambios en el modelo de gestión de los servicios de atención primaria de la comunidad autónoma, y pretende, mediante la adquisición de nuevas tecnologías y su implantación en los centros de salud, hacer viable la introducción de las consultas de alta resolución para los pacientes que presenten cualquier tipo de patología cardiológica, además de las embarazadas.

Un ecógrafo y un ecocardiógrafo digital que ya están operativos en el centro de salud de Reinosa, que atiende a una comarca de casi 20.000 habitantes, constituyen esta apuesta en fase de pilotaje de la consejería que dirige Luis María Truan, que de ofrecer resultados positivos se extendería al resto de centros de salud de la región, dado que evitaría en gran medida las listas de espera que sufren los pacientes en los servicios de atención especializada.

Parece ser que esto de que los médicos de familia sirvamos para rebajar las listas de espera no es algo que se le haya ocurrido, claro está, sólo a este consejero. Otros iluminados van más allá, y creen necesario que los cardiólogos formaran a los facultativos de AP (...), lo cual (insisten) conseguiría reducir las listas de espera sin incrementar los costes, según el Dr. García Fernández, Cardiólogo, Profesor de la Facultad de Medicina de la Universidad Complutense de Madrid y organizador del XIII Curso de Imagen Cardíaca recientemente celebrado en Madrid. Como bien comenta el Dr. Bonis en el blog amigo "El Bálsamo de Fierabrás", Eso, ...pero siempre que los cursos los den esos cardiólogos.

Sé que a veces las declaraciones publicadas en un medio de comunicación a veces no corresponden fielmente al verdadero discurso, y a veces menos incluso a la filosofía que está detrás de las palabras. Si esto sucede, generalmente no es por que el o la peridista sea incompetente, sino por las dificultades intrínsecas al trabajo del periodismo especializado como es éste. Sin embargo, como no entraremos en discutir el caso concreto de las ecos en Reinosa, asumamos lo publicado en DM y analizemos de forma genérica el asunto que aparentemente subyace a la noticia.

Como bien dijo nuestro respetado compañero, el Dr. de Pablo, en 7 Días Médicos:

¿Qué escogemos? ¿Una atención primaria potente y bien dotada, con alta capacidad de resolución, accesible y rápida, que mantenga la eficacia y viabilidad del sistema, o una atención primaria como la actual, con muchas visitas en poco tiempo -la mayoría burocráticas o de problemas nimios- y que deriva casi todo al hospital, provocando largas listas de espera, altos costes, iatrogenia y riesgo de lisis del sistema sanitario público? ¿A qué queremos apuntarnos?

Si la disyuntiva es esa, desde luego sin dudarlo escogo la primera opción. ¿Porqué? Simplemente porque es una de los atributos deseables en la Atención Primaria y sus profesionales, por una cuestión de autoestima, de saberse competente, útil, valorado, y contribuir con ello a la salud de la población y la sostenibilidad del sistema sanitario, por ejemplo. Salvo los vagos y maleantes, que los hay hasta con título de médico de familia, probablemente (casi) todos los que creemos en el concepto de la Atención Primaria desearíamos lo mismo (¿todos?). Con lo que esto implica: mayor implicación, compromiso, riesgo, manejo de la incertidumbre, formación específica, diversificación de roles, etc.

Ahora bien: si para aumentar la resolutividad en AP tuviésemos que tender a la "sobreespecialización" (hacer ecos a gestantes y ecocardios con validez y fiabilidad suficientes requiere de un nivel de destrezas alto), a lo mejor ya me paro un poco (aunque no lo descartaría si el objetivo es responder a una necesidad real de la población a cargo). Y si además el único objetivo no es satisfacer las prioridades sanitarias de la población, sino simplemente reducir las listas de espera hospitalarias y descargar de trabajo a los "especialistas", pues entonces me planto. Por mucho que, como es de lógica, llegar a cumplir este objetivo redundara parcialmente en beneficio de los pacientes. Y por mucho que las listas de espera, estén o no infladas artificiosa y maliciosamente (¿alguien con el corazón en la mano cree sinceramente que esto no sucede alguna que otra vez?... pero no entraremos, hoy, en ello), por sí mismas, supongan un problema de salud pública, en muchas ocasiones. Porque a lo mejor si nos ponemos a hacer ecocardios a los pacientes y también las ecos de las gestantes, aumentamos nuestro nivel de competencia, inflamos el ego y las aspiraciones de superespecialización de algún que otro médico de familia, y si encima lo ligamos a un porcentaje generoso de productividad incluso nos pagamos las vacaciones, pero podríamos quizá descuidar cuestiones que claramente son de nuestra competencia, como es el abordaje biopsicosocial, o dinamizar alguna actividad comunitaria, o coordinarnos con la enfermera o con el farmacéutico comunitario, o simplemente dedicarnos a escuchar un poco más a María con sus paranoias. Y no digamos nada sobre la repercusión que sobre las propias listas de espera en AP podría tener... De ser una especialidad amplia donde las haya, podríamos pasar a ser considerados como sub o infraespecialialistas.

Sobre este tema, gente con infinitos argumentos más que yo y con más estilo y experiencia, sin duda, como son Bárbara Stardfield y el propio Juan Gérvas, han hablado en alguna ocasión. Vale la pena pararse a leerlos.

Para cerrar y no llegar al infinito en las disquisiciones, lanzo algunas preguntas al aire, por si alguien las quiere recoger:

¿Porqué no analizar y tratar el tema de las listas de espera desde la raiz, en vez de desde la superficie?

Si "resolutividad" es hacer ecocardios para reducir listas de espera, ¿qué indicador sería el que midiera este objetivo? Está claro, no? ¿Se pararán, entonces, a analizar los costes, las derivaciones directas ocasionadas por este programa, los falsos positivos, la satisfacción del usuario y del profesional con este nuevo servicio? ¿Qué pasaría si realmentese cumplieran los objetivos y las listas de espera bajaran lo suficiente? ¿Se dejarián de hacer ecos? Y qué pasaría entonces con la población? ¿Y con los profesionales? ¿Hasta ese punto de desprecio por la labor de los profesionales de AP llegaríamos? ¿Hasta qué puntode degradación llegaríamos nosotros?

¿Estos son los cambios en el modelo de gestión de los servicios de atención primaria en los que piensan los consejeros y gestores de la sanidad española? ¿Se atreverá algún consejero o gerente disfrazar una propuesta como esta con la etiqueta de "una forma de autogestión"?

¿Es esto "alta resolución en AP", o poner a disposición del hospital el capital humano y el tiempo de los profesionales de AP?

Y es que gestionar la cartera de servicios de AP desde la óptica de las necesidades del hospital no sé si es la mejor opción...

Acabamos, para relajar el ánimo, con una pieza delicada y suave de Toumani Diabate y Taj Mahal en el álbum de 1999"Kulanjan". Ideal para disfrutarlo en atardeceres de verano.



Gracias...

lunes 20 de julio de 2009

La chica que soñaba con una cerilla y un bidón de gasolina.


La noche que cumplió 13 años decidió no intercambiar nunca más ni una palabra con Peter Teleborian ni con ningun otro psiquiatra ni médico de la cabeza. Fue el regalo de cumpleaños que se hizo a si misma.
(...)
Lo aprendió todo sobre el autocontrol. Los días que la liberaban de su aislamiento no sufría arrebatos ni lanzaba objetos a su alrededor.
Pero no hablaba con los médicos.
En cambio, conversaba educadamente y sin cortapisas con enfermeras, personal de cocina y limpiadoras. Algo que no pasó desapercibido. Una amable enfermera le preguntó un día por qué se comportaba así. Lisbeth se quedó mirándola inquisitivamente.
-¿Por qué no hablas con los médicos?
- Porque no me escuchan

Stieg Larson
La chica que soñaba con una cerilla y un bidón de gasolina.
Millenium 2
Una buena recomendación como lectura veraniega.

domingo 19 de julio de 2009

Salud y otras cosas de parir: La abuela y su mamá


- Yo soy una mujer muy feliz y muy buena y quiero lo mejor para todos y todos me quieren mucho... Lo único es que lloro mucho.
- ¿Y por qué lloras?
- Porque echo de menos a mi mamá.
- ¿Sí?
- Sí, mi mamá me quería mucho. Me cogía todo el rato, todo el día estaba sentada aquí en sus piernas.
- Pero eso sería cuando eras pequeña.
- No... cuando tenía ya 4 años. A mí me quería más que a mis hermanas, yo era su favorita porque conmigo estaba siempre (lágrimas y el pañuelo en la mano).
- Qué bien...
- Sí... Es que yo tuve meningitis y sarampión y pulmonía y ella me ponía siempre en sus rodillas y me cuidaba y eso a mí no se me olvida (emocionada) y me acuerdo mucho y la echo mucho de menos y por eso lloro.
- ¿Era buena?
- Sí, era muy buena y muy guapa. Yo me parezco a ella (con una sonrisa entre las lágrimas). Y la echo mucho de menos. Y lloro mucho.
- ...

Tiene 79 años, vive en una residencia sociosanitaria y está diagnosticada de demencia degenerativa primaria (probable enfermedad de Alzheimer). Alguien le puso una vez la etiqueta de “ánimo depresivo” porque llora mucho porque se acuerda de su mamá. Yo siempre que la encuentro en un pasillo está sonriendo y llamando guapos a todos los que allí trabajamos. Le encanta darme besos que yo encantada le devuelvo con muchos abrazos. Hoy no he podido evitar una lágrima mientras me hablaba muy cuerda con ánimo muy tranquilo.

sábado 18 de julio de 2009

Ironías visuales, el muñeco


Observen la foto, fue portada del diario Hoy el pasado 3 de julio, en ella observamos a la consejera de sanidad extremeña Mª Jesús Mejuto inspeccionándole las amígdalas a un muñeco de plástico, observen el gesto decidido de la consejera, sus manos sujetan firmemente los labios de goma y en su cara se adivina una intención decidida. Observen el muñeco, colocado y preparado para la ocasión, con sus amígdalas recién atornilladas, preparadas para ser observadas por los ojos de la cirujana que dirige los destinos de la sanidad extremeña.
Observen las tres corbatas, sobrias serias aburridas, roja, gris y verde, que se oponen a los colores del bolso de la consejera y que rodean tres cuellos de (suponemos) señores importantes con ligero sobrepeso, seguramente hipertensión y quizás algunos indicios de diabetes tipo II, observen e intuyan dónde miran esas tres cabezas, en una escena tan importante que, merece ser portada del periódico de más tirada de Extremadura, deberían mirar con gesto interesado a la actividad de la consejera, sin embargo, miran para otro lado y, ¡peor aún! Intuimos que cada una de esas cabezas mira para un lado distinto... Gran metáfora de la sanidad: la jefa mira interesadísima unas amígdalas de plástico y señores con sobrepeso miran cada uno a un sitio distinto...

viernes 17 de julio de 2009

Análisis tridimensional de la pandemia de gripe A


Los argentinos, generalmente (sólo los licenciados y doctores, los de clase media-alta; los que padecen de malnutrición, que son muchos, lamentablemente bastante tienen con sobrevivir), se caracterizan por hacer análisis sesudos de todo lo que se mueve. En muchas ocasiones con mucha palabrería (perdón, verborrea, queda mejor), pero la mayoría de las veces te quedas con la boca abierta por la capacidad de análisis que manejan. Y por una cuestión que me parece fundamental: contemplan casi siempre el contexto y las repercisiones sociales, y el trasfondo político y económico, en cuyo poder suele estar la clave de muchos fenómenos sociales.

Un ejemplo: La pandemia de la gripe A. Caemos en la tentación de analizar el problema de una manera reduccionista, casi siempre ligado a la especialidad de cada cual: yo desde el punto de vista sanitario, el sociólogo desde el prisma social, el político desde la vertiente de ganancia de popularidad o de votos (no siempre...), etc. Sin embargo, algunas veces nos topamos con que alguien te analiza un fenómeno sanitario como éste desde tres vertientes no excluyentes: lo sociocultural, lo clínico-epidemiológico y lo político-económico. Y te lo relatan de una manera sutilmente crítica con el tratamiento peridístico (aunque todos "pasamos revista" con este tema) y con la repercusión mediática y social de la pandemia.

El rol de los grandes lobbys alimentarios (la empresa Smithfield Foods Inc, la productora de carne porcina más importante del mundo, de cuyo papel en el origen de la pandemia no está aclarado y del cual no se habla nada en absoluto), Donald Rumsfield como factor de confusión (Uno de los principales accionistas y ex presidente del laboratorio Gilead Sciencies, que vende los derechos de fabricación y comercialización del Tamiflu a la empresa Roche), la alarma sanitaria(saturación de los servicios ambulatorios y de internación), el aislamiento social parejo al miedo "al otro" (Bocas cerradas que se esconden tras bufandas, que inhiben bostezos bajo la forma de una mueca, miradas desconfiadas y llenas de miedo son ahora la fotografía del espacio urbano), automedicación indebida (La compra de antibióticos, antigripales y la búsqueda desenfrenada de Tamiflu), consumismo basado en la cultura del miedo (universalización del barbijo -Mascarilla de tela para cubir boca y nariz-, del uso de alcohol y hasta aparecieron los pañuelitos Dr. Ginés), la relatividad en la relación entre la epidemiología y la noticia periodística (seguirán en silencio las otras epidemias existentes en la Argentina, algunas de las cuales matan más que la gripe porc... perdón A (H1N1). Nos referimos a la tuberculosis, el Chagas, la lehismaniasis, los accidentes viales y los accidentes de trabajo, los homicidios y las adicciones)...

Pura ciencia poética armada de crítica y ausente de prejuicios. Vale la pena leerlo.
Gracias a Fer, por habernos pasado esta joya. Abrazos
(Imagen de unos escolares con barbijo, extraída del diario argentino "Día a día")

jueves 16 de julio de 2009

Historias de fonendoscopio. Entonces, baila.

De pronto Francisco, el enfermero que trabaja conmigo, abrió la puerta de la consulta. De pie, aferrada su mano izquierda al picaporte y con cara de sorpresa observó la escena durante cinco segundos antes de preguntar: ¿qué haces?

Pasé dos veranos en Guinea Ecuatorial y Ana, la directora del centro de salud donde trabajaba, una mañana de lluvia, humedad, calor sofocante y problemas sin solución me regaló un consejo que a ella le habían transmitido los viejos del lugar: cuando estés desesperado, cuando no encuentres la salida en ningún lugar, cuando creas que no se puede hacer nada más, entonces, BAILA.

Bailo, Fran, no ha sido una buena mañana.

miércoles 15 de julio de 2009

Densia, de Danone: éramos pocos...


¿Quién decía que ya teníamos suficientes "yogures milagro"? Otro más: se llama DENSIA, y al parecer tiene más calcio y vitamina D, y las leches las tomamos "de soja" o desnatadas, sin nata no hay vitamina D (liposoluble), o con grasas omega-3 es decir (grasas de pescado) traducido batido de boquerones o sardinas... nos estamos volviendo papanatas a un ritmo peligrosamente acelerado. Y, lo peor de todo, es que, esto, también lo recomendaremos los profesionales sanitarios sin ningún pudor.
Para saber más sobre el marketing que hay detrás de este producto, visitad nuestro blog amigo Pharmacoserías.

De la seguridad del paciente y el terrorífico error (II)


Lo que ayer intuíamos hoy se confirma: el error del Gregorio Marañón se ha producido por una enfermera joven, de veintipocos años, que acababa de llegar a la UCI de neonatología. Sin experiencia, por tanto, en bebés prematuros como el hijo de Dalila. Del editorial de ayer de El País saco estas preguntas:
¿Es normal que un profesional cometa un error tan grueso?
¿Es habitual en éste u otros hospitales asignar a una sola enfermera, sin que nadie la ayude, el cuidado de pacientes de cuidados intensivos el mismo día en que se estrena en su trabajo aun no estando especializada en ello?
¿Es una negligencia de un solo profesional o resultado de una organización caótica?
¿Había o hay un exceso de pacientes en este hospital que impide a los profesionales sanitarios desarrollar correctamente su labor?
Con los datos de las noticias os dejo el diagrama de espina de pescado del evento centinela. La responsabilidad de mejorar la seguridad del paciente para que estos casos no se vuelvan a producir es de todos, pacientes y familiares incluidos. Que estos sucesos sirvan para que todos los profesionales pongamos el mejor de nuestros empeños en mejorar. La formación, al menos la online, no nos falta.

martes 14 de julio de 2009

El prescriptor y la industria farmacéutica: ¿amistades peligrosas?

Al hilo del "Código Español de Buenas Prácticas de Promoción de Medicamentos y de Interrelación de la Industria Farmacéutica con los Profesionales Sanitarios", Farmaindustria ha elaborado una especie de curso con supuestos prácticos, a modo de preguntas de un test que se responden de una forma muy amena, sobre las formas de relacionarse la industria farmacéutica con los profesionales sanitarios. Y es que parece que los laboratorios andan un tanto "preocupados" por su imagen. Como si esto fuera únicamente una cuestión de imagen.

Vale la pena dedicar 10 minutos a hacer el test. Incluye preguntas curiosas, como ésta:

Un laboratorio competidor dispone de un palco en el Santiago Bernabeu para sus directivos. Últimamente, coincidiendo con lanzamientos de sus nuevos productos, adviertes que están invitando a médicos. ¿Es aceptable?

Posibles respuestas: Sí, porque el palco se paga aunque no se utilice; Sí, en caso de que se trate de un acto social asociado a una reunión científica; Sí, porque en principio no hay ninguna promoción de medicamentos asociada; No.
La respuesta, lógicamente, es NO. ¿Argumento? Según el curso, remitiéndose al código citado, únicamente podrían ofrecerse obsequios relacionados con la práctica de la medicina o de la farmacia a los profesionales sanitarios. Adicionalmente, la hospitalidad ofrecida por una compañía en ningún momento puede incluir la organización o patrocinio de eventos de entretenimiento (deportivos, de ocio...).

Díganme, señores: ¿Un paraguas o un juego de destornilladores tiene que ver con la práctica profesional? ¿Un espectáculo taurino podría considerarse un evento de entretenimiento o no? Siento la malicia, de veras...

Pero quisiera ahondar en el tema, porque ¿podríamos considerar que los obsequios del tipo un pendrive o un manual de cirugía menor son algo similar a los trajes de Camps? En ambos casos están relacionados con su práctica profesional... Puf, perdón, otra malicia, no puede ser...
Y ¿qué pasa con otras prácticas como ofrecer 3X1 en las oficinas de farmacia para vender mi producto en detrimento de la competencia?

Recordemos en este punto lo que dice el código. ¿Qué prácticas no "permite" el Código en materia de "incentivos" (página 8):

Ojo. Si algo que no se "permite" aún así se hiciera, ¿qué debiera suceder? A no ser, claro, que nada de esto se haga y que el código se respete al 100%, en cuyo caso no debiera suceder nada, ¿no?
¿Y los viajes sin fines científicos o para la asistencia de eventos pseudocientíficos? ¿Qué dice el código ante ésto? (pag 9):

No sé si el viaje que hice durante R3 a Praga 3 días a gastos pagos para asistir a una charla de dos horas sobre disfunción endotelial en vuelo charter cargado de médicos de familia podría considerarse que cumpliera con estos requisitos. Aunque, de nuevo, tergiverso, ya que esto tuvo lugar hace ya 6 años, no estaba vigente aún este código. Esto ahora no se "permite"...

La financiación de un profesional sanitario para asistir a un congreso. Esto enlaza con el estudio churrero que hicimos hace unos días (recordad: 1200 € como mínimo te costaría un congreso nacional de medicina de familia/general si te lo costearas de tu bolsillo). Da que hablar este tema. Independientemente de la forma de pago de ese congreso, que es lo que plantea esta pregunta del curso, ¿porqué ha de ser la industria la que pague? ¿Porqué no paga tu empresa (sea esta el SES o el SESCAM o el Hospital de Fuenlabrada o la Clínica Ruber)? ¿O debe ser el interesado el que se lo pague de su propio bolsillo? ¿A dónde va esa formación recibida? ¿Porqué esos precios? ¿Quién gana en este ciclo de negocios en que se ha convertido la formación de los profesionales sanitarios?

Si comparamos nuestros congresos con los de Traductores, por ejemplo, que además de tener tarifas más reducidas (175 € la inscripción más cara) tienen como sedes las instituciones públicas como las universidades, más económicas que los lujosos hoteles o palacios de congresos, hayaríamos muchas respuestas (aunque, en honor a la verdad, el programa de muchos de nuestros congresos es más amplio y de mejor calidad, y eso cuesta dinero, y, ampliando un poco la mirada, hay que considerar la reactivación económica del sector servicios de la ciudad alojante de un congreso biomédico, lo cual no está nada mal en tiempos de crisis económica).

Ahondando en este tema de las relaciones de la industria con los profesionales sanitarios. Si existieran prácticas irregulares por parte de la industria, ¿sería algo espontáneo puesto en juego por representantes o visitadores ávidos de cobrar incentivos o sería una estrategia clara de la compañía en cuestión para la que trabaja este visitador para captar clientes? Me remito ahora a publicaciones científicas de reconocida solvencia como Plos Medicine (publicación que cumple 5 años, según nos recuerda la Plataforma "No Gracias"). En un número de 2007, dos autores (uno de ellos había sido representante de Lilly; el artículo referido es un resumen del testimonio que realizó en calidad de testigo, a favor de la defensa, en un juicio contra un estado de EEUU que promulgó una ley que prohibe la venta de datos procedentes de la prescripción) analizan la estrategia que las compañías farmacéuticas imponen a los delegados en lo referente a la relación que deben mantener con los prescriptores. Curiosamente, el estudio está pagado con fondos de la industria en virtud de un acuerdo judicial con Pfizer a cuenta de una campaña fraudulenta del Neurontín. Sólo un extracto del citado artículo, que no tiene desperdicio:

¿Podrá la lógica del mercado farmacéutico imponerse a las declaraciones de intenciones? ¿Podrán las compañías farmacéuticas, los farmacéuticos de oficinas de farmacia, los médicos, los políticos, los gestores, las sociedades científicas, colegios profesionales y los pacientes y sus asociaciones aceptar y cumplir de una vez por todas los preceptos del código de buenas prácticas? Mantener unos márgenes limpios de buenas prácticas en la promoción de los medicamentos, ¿es una cuestión de ética o de estética? ¿Es la relación entre el profesional sanitario y la industria farmacéutica una "amistad peligrosa"? Demasiadas preguntas, quizá.
En este tema, como en muchos otros, quien esté libre de pecado que tire la primera piedra (yo, al ser un pecador, ¡me la guardo en la mano!).

ÚLTIMA HORA.
Agradezco a Luis César Arranz el envío de esta noticia surgida hace más de tres años pero que viene muy al pelo de lo que hablamos:

lunes 13 de julio de 2009

De la seguridad del paciente y el terrorífico error


Imagen tomada de medwave.
Alguna que otra vez hemos comentado en este blog lo importante que resulta tomarse muy en serio la seguridad del paciente. Hoy tenemos que lamentar la muerte del bebé hijo de Dalila, la mujer marroquí que murió por gripe A.
Noticia de El País: El personal de enfermería "ha confundido la vía de administración de una fórmula láctea específica para niños prematuros y la ha introducido en vena, cuando debía ir por la vía nasogástrica", según ha detallado el director del centro madrileño. "Es una gravísima negligencia que no tiene excusa", porque en el envase viene "perfectamente especificado", pero "por un error que desconocemos, el profesional se equivocó" al administrarle el producto.

Confluyen lamentablemente muchos factores que han podido contribuir a desencadenar este error: las fechas, seguramente mucho del personal de la planta estuviese de vacaciones, la hora, (el error se detectó ayer hacia las 22.10 aunque se cometió aproximadamente una hora antes) cercana al cambio de turno, posiblemente la dificultad de comunicación con la familia de origen marroquí, la organización interna de la planta, etc.

Lo fácil será cortarle la cabeza a la enfermera que administrase la alimentación; lo difícil intentar que nunca más se vuelva a producir.

Parece que el Ministerio, a través del plan de calidad del SNS, está tomando interesantes medidas en este sentido. Que el drama y lo mediático del caso nos sirva para que nunca más se vuelva a producir algo así.

Pago por sercicios en las farmacias cada dia más Imprescindible


Cuelgo un interesante editorial de la revista Pharmaceutical Care que firma Flor Álvarez de Toledo, y del que recomiendo encarecidamente su lectura a todos, seáis farmacéuticos o no.
La crisis económica hace que se puedan destinar menos recursos a sanidad. La factura farmacéutica sigue creciendo como si nada, y el farmacéutico comunitario es el único profesional sanitario que cobra sólo por lo que vende (y muy bien si vende mucho). Algún día nos tendremos que plantear el diferenciar claramente el pago por la distribución del medicamento (comprarlo, almacenarlo y tenerlo en condiciones) y el pago por el servicio de atender al que se lleva el medicamento (fee for service). NO HABLAMOS DE PAGAR MÁS, sino de repartir mejor el pastel. A favor de esta idea están los farmacéuticos comunitarios rurales, grandes referentes del mundo de la farmacia, algunas sociedades científicas e instituciones. En contra, los farmacéuticos que tienen grandes farmacias, curiosamente los que controlan la inmensa mayoría de los colegios profesionales.

domingo 12 de julio de 2009

Salud y otras cosas de parir y de bodas o bodorrios

Fui a una boda. Fascinante evento con fascinantes efectos (positivos y negativos) sobre la salud.

* La novia felizmente sufrió colon irritable, insomnio, quemaduras solares (¿para estar más morena el día D a la hora H?) y cistitis los días previos qué nervios qué nervios no me puedo creer que por fin me case qué emoción.

* El novio, para tener una aún más brillante sonrisa, fue a una limpieza dental donde, lógicamente (¿?) le hicieron una ortopantomografía de esas tan útiles para limpiarse los dientes y para descubrir qué mal tienes las muelas del juicio menudo problema te van a ocasionar en cuanto vuelvas del viaje de novios te operamos (y efectivamente, operado está ya).

* La madre de la novia adelgazó los 10 kg que le sobraban desde hace tiempo en la boda de mi niña yo tengo que estar perfecta y ya aprovecho y disminuyo mi riesgo cardiovascular.

* El padre de la novia... no fue capaz de adelgazar pero sí que se le notó un poco más deprimido tal vez, digo, por el dineral que iba soltando cada dos por tres.

* La hermana de la novia reconoció uso (y abuso?) de una marca comercial de Lorazepam qué nervios tengo qué emoción no puedo dormir.

* La madre del novio, que increíblemente lo llevó todo bastante bien, vio crecer su autoestima y disminuir sus mareos habituales ante el infinito número de alabanzas que recibió su elegancia es que llevas el vestido más bonito todo el mundo lo comenta.

* El padre del novio levantaba pecho henchido de orgullo no hay dolor de artrosis.

* El hermano del novio con un salpullido grande grande menuda alergia esto de las bodas yo ni de coña.

* Una tía que arreglada pero informal lucía muleta a juego con el traje de faralay y que es conocida en la familia por sus continuos y catalogados como exagerados achaques fue sorprendida por todos cuando de repente en la cena se levantó de un salto milagroso y estuvo hablando por teléfono paseando 20 minutos maliciosamente contados por algunos de los allí presentes, esto es un milagro.

Qué más contar? Pues que yo misma sufrí la boda en mi salud toda la noche luchando por evitar un esguince de tobillo en esos taconazos de tres centímetros qué exagerada eres hija si tus zapatos son bajísimos mira los míos de ocho centímetros y medio y de aguja los tuyos encima son grandes sí sí pero yo no estoy acostumbrada y además el niño en brazos.

De los efectos de la ingesta de alcohol continuada toda la noche o de la comilona que de madrugada hubo pinchos y migas y no sé cuántas más cosas o de la diabetes aguda tras esa tarta tan rica y tan empalagosa o los problemas físicos derivados de una noche loca en la discoteca... poco puedo decir pues no acabé ni la cena: me fui a casa justo justo en el postre, cosas de parir.

Casi, casi, me dan ganas de casarme yo... Pero no sé si estoy preparada para ver mi salud y la de mi familia tan afectada.

sábado 11 de julio de 2009

Documento "Globalización y salud"

Qué duda cabe que la globalización es un fenómeno que ha revolucionado, para bien o para mal, nuestras vidas. También, como no, ha afectado al mundo de lo sanitario.
La Fundación Sindical de Estudios de CCOO ha publicado un libro recientemente con la colaboración de ilustres de la Plataforma "No Gracias" (Carlos Ponte) y de la Federación de Asociaciones en Defensa de la Sapud Pública (entre ellos Marciano Sánchez, Luis Palomo y Vicente Navarro). Libro esencial para conocer cómo la globalización ha ahondado en las desigualdades sanitarias en el planeta, ha proporcionado mercados más amplios y mayores oportunidades de negocio para las grandes multinacionales de "la salud" (otro de esos conceptos viciados por su uso, al igual de que el de "libertad" y "paz"), y cómo ha afectado todo esto a la provisión de los servicios sanitarios en nuestro país y en el mundo entero.
Duro para leer en vacaciones, pero imprescindible al menos tenerlo e ir leyéndolo poco a poco.


viernes 10 de julio de 2009

Reflexiones


Maika (de la foto la guapa) es una lectora de nuestro blog a la que llevamos tirando los tejos para que escriba desde el principio pero no se deja, me envía un correo en el que me dice que me envía unas reflexiones por si algún día estamos faltos de material, dice también que "Yo no me atrevo, a lo mejor no es interesante"...
Con el deseo de que algún dia se tire a la piscina, Juzgad vosotros mismos... yo sigo diciendo que el que peor escribe de todos soy yo...
saludos

Reflexiones

Yo estudié medicina por la necesidad de ayudar y colaborar en la sociedad que arbitrariamente me ha tocado vivir. Y ahora me veo, a dos días de cumplir 30 años, trabajando de sustituta en consultas de atención primaria. En ellas hago lo que puedo. A veces es más y otras menos. Pero desde luego, cuando hago menos no es por otra cosa que no sea la FALTA DE TIEMPO. ¿Será para esos médicos que han perdido el sentido de la medicina, o que nunca lo tuvieron, ese el motivo de mandar medicamentos para todo y medicamentos que no valen “pa na”? Por que con la salivoterapia se pueden hacer tantas cosas…..¿De verdad hay compañeros que les importa tan poco la gente?¿Por que la industria farmaceútica aliena a los que sí que les importa?¿Hay más factores que nos influencien y no seamos conscientes de ello?

En la consulta en la que estoy me encuentro con una paciente que viene a por recetas:

- ¿Me puede usted hacer eso que se va a la farmacia a por las recetas?

- Pero ¿qué le ha pasado mujer? (tenía un hematoma enorme en media cara)

- Ahí, Dra, es que llevo una temporada más mareada…. y, claro, a veces me caigo. Pero, a mi no me gusta molestar, hágame lo de la receta esa y no la molesto más(pobre mía, con la puerta a tope de gente esperando y ¾ de hora de retraso…. ).

Y me da los cartoncillos de los medicamentos. Empiezo a verlos: un IECA, una estatina, su omeprazol,….hasta ahí medio bien. Y de repente comienza mi estupor al ver lo siguiente: fluoxeina 20, prozac 20, paroxetina 20, motivan 20, vandral retard y dobupal retard.

- Usted se está tomando todo esto??

- Si sí Dra, todo, como me ha ido poniendo el pisiquiatra…

- Pero le habrá dicho que fuera retirando alguno, no??

- No, no se. Yo me lo tomo todo.

- Bueno pues Dña Francisca, creo que ya hemos averiguado la causa de sus mareos…..

Probablemente nadie se había dado cuenta hasta ahora por que la señora venía a por los medicamentos por separado, y el culpable: la FALTA DE TIEMPO……¿?

Priligy, la eyaculación precoz y los publireportajes


Acaba de lanzarse Priligy (Dapoxetina), con receta medica y, por lo tanto, la publicidad directa al consumidor está prohibida, sin embargo, volvemos a asistir a un sinfin de "noticias"(llamensé publireportajes) en prensa , radio y televisión sobre este medicamento con llamativos titulares:
¿Acaso estarán de vacaciones los encargados de hacer cumplir la ley?...

jueves 9 de julio de 2009

Musica en jueves: Nirvana

Siguiendo con la línea dura de mis gustos musicales, lo siguiente no podía ser otra cosa que Nirvana y la canción con la que irrumpió en nuestras vidas como un huracán en medio del polo norte.
Como ellos mismos dicen, entra, como tu eres.

Come, as you are. As you were.
As I want you to be. As a friend.
As a friend. As an old enemy. Take your time.
Hurry up. The choice is yours. Don't be late.
Take a rest. As a friend. As a old memory, memory, memory, memory.

Qué pena que nada suene así ahora, no?

Historias de fonendoscopio. De raíces y ramas.

Yo viajé a Argentina a aprender lo que era la medicina comunitaria. Hubiera ido a cualquier cosa, pero la casualidad quiso que allí hubiera gente que sabía lo que era el segundo apellido de la especialidad en la que me estaba formando y estaba dispuesta a enseñar. El primer día de aprendizaje, mi tutor me dijo unas palabras que ya no olvido. Dijo ustedes en Europa son netamente asistencialistas. Si les quitan la asistencia, entran en crisis. En los próximos siete días te integrarás en un equipo interdisciplinario para elaborar un programa de participación comunitaria y educación para la salud. No verás ningún paciente hasta la semana que viene.

Setenta y dos horas después yo deseaba dos cosas por encima de todo: no tomar tanto mate y ver un paciente, sano o enfermo, me daba igual, pero yo necesitaba diagnosticar algo. Mi tutor tenía razón: había entrado en crisis.

Regresé a España y, pasado el tiempo, el caos de ideas en efecto Tyndall en mi cerebro fue cediendo y muchas de ellas se depositaron mansamente en el fondo, encontraron su lugar. Entonces entendí que, aunque para la clase política y los medios de comunicación el equivalente en votos y audiencias y periódicos vendidos de un aparato de tomografía axial computerizada nuevo en el hospital frente a un programa de educación de hábitos de vida saludable o la gratuidad de la píldora postcoital frente a un programa de educación afectiva y sexual en los colegios del área no tiene comparación posible, es la segunda parte de ambas balanzas la que constituye las raíces de un sistema sanitario público. El resto es tronco, ramas, hojas que a veces se caen cuando llegan el otoño, flores, frutos.

Raíces para un roble. Raíces para un arbusto.

miércoles 8 de julio de 2009

Si no lo ves claro, puede ser DMAO. O simplemente que no vives en este mundo

Si ves borroso o empiezas a ver líneas torcidas, no esperes a ver la mancha negra. Consulta al oftalmólogo experto en retina. Podría estar sufriendo degeneración macular asociada a la edad (DMAE).

María B., al día siguiente, en el consultorio del pueblo, a la vuelta de comprar el pescado: Que sí, que lo oí ayer en la tele, así que deme el volante al médico ese que es experto en "D+O".

(Imagen extraída del blog "Ojos de Ceuta").

martes 7 de julio de 2009

A Michael Jackson lo mató un Problema Relacionado con Medicamentos (PRM)


No se si lo sabéis pero Michael Jackson ha muerto por un PRM o varios, se está estudiando, al parecer, el artista utilizó varios alias para obtener potentes medicamentos bajo receta e incluso las farmacias que lo proveían elaboraban la prescripción. Al parecer el culpable es el Demerol, (Petidina), es un analgésico opioide con propiedades semejantes a la morfina pero de más rápida aparición y más corta duración que se receta para el tratamiento de dolores moderados y fuertes.
del la misma web de antena 3 corto y pego:
La Dirección de Control de Drogas del gobierno de Estados Unidos "que se ha sumado para ayudar al Departamento de Policía de Los Ángeles en su investigación de varios médicos que recetaron medicamentos a Jackson, irá tras esos nombres y otros". "Nuestros informantes nos dicen que el abuso de medicamentos con receta fue tan atroz que un médico llamaba a la farmacia y avisaba de que Jackson iba a recoger Demerol. La farmacia completaba la receta, dejando en blanco el nombre del paciente", según informa la web TMZ.

Por supuesto, esto sólo ha podido pasar en EEUU, que, con ese sistema sanitario que tienen, se presta a que las farmacias hagan esos chanchullos aquí, en España, la realidad es otra, las farmacias no hacen chanchullos con las recetas, porque el sistema farmacéutico Español es el mejor del mundo, ¿qué digo del mundo? ¡de la galaxia!. Además llega desde el pueblo más pequeño hasta la ciudad más grande, y lo cercano que es, y lo campechano, con esos farmacéuticos dando caramelos a los niños, afortunadamente estas cosas nunca pasan en este país...¿o si?.

lunes 6 de julio de 2009

¿Es facil perder peso?, Alli, Orlistat de venta sin receta.


El Orlistat (Xenical) ya se puede vender sin receta. Se llama Allí, un nombre que rima con cañí. Para celebrarlo, los amigos de GSK se están dedicando a ir de pueblo en pueblo, montando carpas para adelgazar, con el lema "Aliate a una vida sana" (¡qué derroche de imaginación!). El otro día, en Antena 3, hicieron un espectacular "Crono" (llamesé publireportaje sobre la campaña). De la web imujer corto y pego parte de la noticia:

"Durante tres fines de semana (19 y 20, 26 y 27 de junio, 3 y 4 de julio), expertos en nutrición y farmacéuticos ayudarán a los ciudadanos de Madrid, Sevilla y Barcelona, a controlar su peso, midiendo su peso y talla y ofreciéndoles algunos consejos para una vida más sana."

Como dice un amigo, "Experto es el que viene de fuera y trae diapositivas". Algún día de estos nos deberíamos de empezar a tomar en serio esto de la alimentación y de las "campañas" de promoción bestial de medicamentos...

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